"Nem pecadores, nem santos: demasiadamente humanos. Se houvesse uma definição para a profundidade psicológica dos personagens dos livros de Raimundo Carrero, essa decerto se aplicaria. Mesmo assim, é difícil achar explicações fáceis para o universo desse escritor nascido em Salgueiro, a 518 quilômetros do Recife, que desde cedo conviveu com dois mundos opostos que se misturam religiosamente. Duas realidades que se enredam no terreno sombrio do desconhecido".
Assim Rafael Dias começa a
entrevista ao escritor Raimundo Carreiro.
Li todos os livros dele e, a pulso, sofrendo, odiando, cuspindo labaredas, mas lendo, aprendi a gostar.
Na entrevista Carrero passa a limpo o autor e seus personagens. Expõe as víceras. Sem pena. Mesmo sabendo que o leitor dará de cara com um pedaço de si mesmo em cada obra, ou no autor, ele expõe. Faz a gente se sentir culpado. Com eficiência. Vale a pena ler a entrevista, e as obras.
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