Entrar
Novo no Literal? Registre-se
a destreza humana - doc
 
1
Fernanda Maia, Recife (PE) · 4/4/2009 · 138 votos · 7
me admira a destreza humana
de ser bicho vivo comendo carne de gente
como se fosse cana com doce

mira aquele bicho que geme, buscando ar
tá atrás da vida, descrente
vê, como ele geme
indigente

alguns fingem olhar, mas nada vêem
a não ser dor e estorvo sob a luz
a luz que nada ilumina, a luz que cega

me admira a sede humana
de pensar
ser gente viva comendo bicho de carne

ah! como miro e admiro
a destreza humana



Eis um poema que merece ser lido com respeito, por ser um ato de revolta contra o descaso que o humano tem por si. Se alguns julgarem não ter poesia, outros hão de julgar que há sangue; como segue a vida humana. Descrença tenho de quem julga ser luz, está para a luz. Compaixão tenho de quem julga encontrar a luz. São corredores tão brancos e iluminados que cegam...

Dedico este poema a minha avó e a um amigo.

fernanda lima maia (março/2009)


tags: Recife PE literatura poema poesia a-destreza-humana fernanda-lima-maia fernanda-maia revolta


  Arquivo Word - 23 Kb

downloads: 182
Autoria:
Fernanda Lima Maia

Website:
http://outroscriticos.blogspot.com/

Contato:
nandamaia89@hotmail.com

 
pois julgo que há poesia. gostei muito, fernanda!
votado.

Wilson R. B. Costa · Porto Alegre (RS) · 3/4/2009 15:09
pois é, fernanda. os seres humanos comem bicho de gente, mas o pior nem é isso, que se devorem, o pior é o homem comer carne de animais que querem nada mais do que o direito de existir e respirar, em vez de virar comida dos humanos com que vc tanto se horroriza.

tomara que sobrem anjos para nos salvar.

votado.

Fernanda Franco · São Paulo (SP) · 4/4/2009 00:43
no poema eu não falo sobre carne de animal... é de gente mesmo; nem toco no assunto canibalismo...

Fernanda Maia · Recife (PE) · 4/4/2009 12:38
É triste, mas existe. Talvez nunca saibamos realmente quanto da miséria humana desconhecemos. Parabéns pelo seu Poema.
Li, gostei, por isso votei!.
Bjus

Lucy Nazaro · Palmas (PR) · 22/5/2009 22:34
Fernanda, posso te perguntar: Por que "de quem julga encontrar a luz"? Pergunto porque, às vezes, também penso que não há como encontrá-la, embora relute contra esse pensar.
Bjus

Lucy Nazaro · Palmas (PR) · 22/5/2009 22:38
Belo poema. Admiro também.

O. S. Ozz · São José dos Campos (SP) · 25/5/2009 10:18
Lí,gostei e votei.

andre albuquerque · Recife (PE) · 26/2/2010 02:22
Adicione seu comentário: para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Portal Literal, e adicione seus comentários em seguida.



visite nossa seção de perguntas mais freqüentes
                                 
Termos de uso | Expediente | Privacidade | Alerta
Salvo indicação em contrário, todo o conteúdo (c) 2009 Portal Literal e seus autores