Clara-Mei,"...Descobrir o compasso da eternidade." é o segredo do seu poema, a vida! É o segredo do seu poema, mas é também o segredo da vida, que é um poema eterno. A frase colocada no fim do poema é significativa, porque é o escopo da vida encontrar a eternidade do ser, no Ser, ou seja, a luz. Seu poema é cheio de segredinhos e mimos filosóficos como: "A velocidade do tempo é mais eficaz", mas o tempo não existe, e Vc sabe disso, claro, o que torna mais delicioso essa acertiva sobre o trafegar dessa idéia velocidade-tempo, faz cócega no cérebro, acorda o pensar, delicioso de ler e pensar nesse cósmico. "Não ser lento, nem veloz", esse acordo antes de chegar à eternidade é o acordo de Buda, o famoso caminho do meio."Viver cada dia/Com a incumbência de ser/O que não sou", Ah!...Essa parte cruel, que eu não ia comentar... Essa parte é a parte que tenho vivido e tentado escapar, viver isso diariamente sabendo de sua contraparte deixa qualquer um louco e alucinado, fora do contexto a que as pessoas dizem ser normal... Quem atinge uma certa consciência, diferencia-se, e é chamado de débil. Uma mente e um espírito "infantil" num corpo envelhecido. Lindo e cruel e lindo, no final.Abs...Uma luz Divina cheia de eternidade...MF.
Milton Filho · Ribeirópolis (SE) · 4/12/2009 23:49