Há muito tempo atrás, quando se olhava para o céu à noite, para ver estrelas:
Existia uma comunidade de vaga lumes, que vagava
ao redor de um brejo, que hoje está quase seco ...
A comunidade vivia em plena harmonia e todos sempre alegres, menos "curto-circuito", que com um defeito de nascença, não conseguia acender, ficando constantemente apagado.
O pior de tudo, para seu desconforto, é que o confundia com mosquito, uma coisa que o diminuía ainda mais...
Mas o Rei, devido aquele ambiente propício, resolveu dar uma festa no Céu, festa esta que todos seriam convidados e a ordem principal era que não se economizassem em nada...
Chegado o esperado dia, todos se dirigiram ao local e o Rei todo exibido, não se continha dentro de si de alegria...
O curto- circuito ficava sempre num lugar protegido, com luz e' lógico, porque luz própria, necas de pitibiriba!
Não conseguia segurar uma lágrima, porque era o resultado da dor sentida... Mas, o que mais doía curto-circuito, era que não notavam sua presença, as vezes cara a cara!
Mas, lá pelas tantas, no auge da festa, sugeriram fazer um passeio pelos seus domínios, aonde poderiam voar juntos "em formação".
Com autorização do Rei, todos foram, mas todos mesmo! Menos curto-circuito, é lógico, também o que ele poderia acrescentar nesta bela noite sem lua a não ser mais escuridão...
E lá foram eles, dando vôos rasantes, uma vez aqui, outra vez ali...A gente olhava para o brejo e via aquele belo rastro luminoso.
Acontece que o velho sapo, também via aquelas evoluções, marcou o local que eles estavam dando rasantes, se posicionou e ficou a esperar o jantar que aquela noite lhe faltara...
Qual uma seta fulgurante, eles foram entrando um atrás do outro, na velocidade que vinham, na boca do sapo, que só teve o trabalho de abri-la bem, para que não escapasse ninguém. Realmente todos foram parar na barriga do velho sapo, que nem resolveu sair do local...
Lá em cima no céu, já se preocupava o Rei com a demora dos seus
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