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theodeamarante, Portugal · 26/4/2009 · 123 votos · 4
Foram os pais da semente que adulteraram o sabor
das almas.
Acerejaram sangue de capangas.
Azularam veias de idiotas.
Escureceram negros, verdes
como grãos extraídos da terra
e lançados num caixão para apodrecer.
Antes do enterro.

Foram os padrinhos da vida que mecanizaram o útero
da sociedade.
Doutoraram bárbaros.
Criaram o paroxismo da carência.
Cozeram com fios políticos, as boca-lisas
que imploram ventos monótonos
nos quartos escuros da náusea.
Onde tudo existe e nada mexe.

Theófilo de Amarante

tags: Portugal literatura


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Autoria:
Theófilo de Amarante

Website:
http://theodeamarante.blogspot.com/

Contato:
theodeamarante@folha.com.br

 
Theonque, um poema diferente do que estou habituado a ler, componentes sociais numa bela orquestração.

parabéns

Fernando Oliveira

Fernando Oliveira · França · 23/4/2009 20:43
Que bom vê-lo por aqui, Theo!
Sempre poetando magnificamente, parabéns!

Beijo
da sonia

sr · Rio de Janeiro (RJ) · 24/4/2009 01:12
Sonia Regina, agradeço, sou novo neste portal não sei ainda como fazer.

bjs

Theo

theodeamarante · Portugal · 25/4/2009 22:19
Theo:
Parabéns!
Lido e apreciado
Votado
Abs
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 17/5/2009 13:13
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