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Quando a informação não basta - doc
 
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Fernanda Franco, São Paulo (SP) · 4/2/2009 · 140 votos · 22
[...] O significado da simples atitude de comer carne dá pra provar por uma equação matemática. Porque o gesto de matar é igual ao gesto de comer o cadáver. A diferença é não ver a morte tão de perto.

tags: São Paulo SP blogs blog cronica sociedade valores babel discurso critica vegetarianismo pensamento pensar atitude consciencia falacia


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Autoria:
Fernanda Franco. Escritora e vegana. Essencialmente orientada para a simplicidade da vida e dos afetos.


Ficha Técnica:
Crônica sobre as falácias humanas.

Website:
donadoida.blogspot.com

Contato:
barulhinhodachuva@hotmail.com

 
Mesmo sendo um comedor de carne (pro bem ou pro mal), gostei mto de seu texto, Fernanda. Como ex-fumante, se vc troca o comer carne por fumar cigarros, a mensagem vale da mesma forma.

Wilson R. B. Costa · Porto Alegre (RS) · 2/2/2009 17:16
Oi Fernanda! Gostei tanto do que li aqui que fui em busca de mais - ns eu blog. Belissima a sua crônica. Sem dúvida, "Rejeitar, de cara, uma nova forma de pensar é intolerância". E vivemos numa sociedade que se fecha para repensar seus próprios caminhos, mas que não aceita ser chamada de intolerante.
Muito bom te ler, moça!


Euza Noronha · Lavras (MG) · 4/2/2009 12:42
É uma crônica sincera. GosteI.

dudu oliva · Rio de Janeiro (RJ) · 4/2/2009 12:59
Oi Fernanda, bom... eu como carne, e acho que sei e percebo que vidas são violadas da maneira mais cruel e sanguinária possível. Assisti "A carne é fraca" e "Terráqueos" e continuo comendo carne. Agora não sei explicar a impossibilidade da mudança de hábitos, mas suspeito que a mesma passa pelo canal do "querer", do desejo e busca por essa tranformação.

Já pensei vagamente em não comer mais carne, porém esse pensar não acionou o caminho da "vontade", do "querer". Não, isso não é desculpa, é só a descrição do que se realiza, pelo menos comigo.

Acontece que, como humanos falhos e falídos que somos, essa "vontade" e "querência" não é acionada em vários outros aspectos de nossa realidade, social ou espiritual. A violência, a agressividade, a falta de educação, a intolerância, o egoísmo, enfim... temos tantos problemas.

E apesar de ainda ser um comedor de carne, acredito poder ter uma percepção de mundo e tecer críticas para as coisas que considero erradas. Torcendo para que em algum momento em minha vida, decida fazer a coisa certa e pare de comer carne, além de outras cositas más.

Por enquanto tento atacar outros tantos problemas que me e nos alfigem.

Besos.

Vinicius Silva · Mesquita (RJ) · 4/2/2009 13:29
Sim, sou carnívoro, mas confesso que, certa feita, tive dificuldade em encontrar as palavras adequadas para responder à pergunta de minha filha de seis anos sobre de onde ou como vinham os animais que nós comíamos. Depois de muito falar, conversar, tateando em busca de uma explicação menos chocante para sua compreensão infantil, restou claro para ela que os animais que nós comemos eram, quase sempre, criados e abatidos com tal finalidade. Ao fim de tudo, sentindo-a um pouco chocada, perguntei como ela achava que a coisa se dava, ao que ela respondeu na sua simplicidade de criança:
- Pai, eu pensei que a gente esperasse eles morrerem!
Com isso já admiti que é chocante, efetivamente, quando a gente traduz a coisa em palavras: criamos outros animais para matar, cortar, desossar, destrinchar, assar e, por fim, comer.
Não quer dizer que essa admissão tenha me impelido, até o momento, a seguir o caminho do vegetarianismo, mas é o bastante para que o compreenda, o respeite e o admire.
Todas essas questões de conscientização possuem um cerne filosófico,uma mudança de paradigmas. É certo que rejeitar uma nova forma de pensar – forma de pensar positiva e adequada, ressalte-se - é, sim, intolerância, mas a intolerância é quase sempre uma via de mão dupla e também pode ser manifestada por alguém que, tendo adotado essa forma de pensar, rejeita de maneira cabal aqueles que pensam à moda antiga, principalmente se essa moda é muito arraigada e ainda não associada, de forma sistemática, a males da saúde ou do meio-ambiente, como ocorre, por exemplo, com o tabagismo e o desmatamento.
A roda das mudanças nem sempre é ligeira, mas ela sempre gira, sendo essencial, até lá, paciência, a prática do respeito mútuo e a tolerância por aqueles de quem divergimos.
Parabéns e obrigado por suscitar uma bela discussão em sua crônica!


Márcio Ibiapina · Fortaleza (CE) · 4/2/2009 14:44
Adorei a parte :
Dificuldade de ouvir = dificuldade de pensar = intolerância = perpetuação das atitudes do desde sempre = síndrome de Gabriela = impermeabilidade = impossibilidade de mudança individual

Estou propondo um discussão no meu blog exatamente sobre isso:
http://www.cartasaoavesso.blogspot.com

Ah, já votei

Beatriz Vieira · Criciúma (SC) · 4/2/2009 17:08
Cara Fernanda,,

sem dúvida seu texto está bem escrito e com um certo estilo. parabéns.
Mas gostaria de levantar uma bola aqui neste espaço: Quantas pessoas em SP reciclam o lixo???
iniciamos a coleta de lixo reciclável em 2005, fazendo com o volume de lixo que jogamos para recolhimento normal tenha caído 80%.
É incrível, mas vejo meus amigos em SP, ninguém recicla nada, ou seja, ninguém separa o lixo orgânico do reciclável, isto já bastaria para que os "Catadores", ou mesmo a empresa que recebe o lixo pudesse colocar em depósitos separados, mas vejo que tudo é misturado, casca de banana com embalagem de leite??? pó de café com garrafa de regrigerante e papel, muito papel...

um abraço,

Carlos Careqa · São Paulo (SP) · 4/2/2009 20:20
Caro Márcio, destaco e reproduzo um trecho do seu texto que acho muito perigoso porque é limitado e desconsidera a ética: ..."mas a intolerância é quase sempre uma via de mão dupla e também pode ser manifestada por alguém que, tendo adotado essa forma de pensar, rejeita de maneira cabal aqueles que pensam à moda antiga"... Neste ponto, ao mesmo tempo em que reconhece que está ultrapassado em suas idéias, você sugere que a posição da Fernanda é intolerante. Na realidade, ela apenas aponta uma verdade inconveniente – como diz Al Gore. O seu entendimento abre brechas para justificar ações de violência, de exploração, que tenho absoluta certeza você é contrário a elas.

Por que você diz ser intolerância a expressão de repúdio da Fernanda contra quem perpetua o sofrimento e o assassinato de animais? Se o objeto da violência fosse uma criança – como sua filha -, você seria tão compreensivo? Você entenderia e defenderia o outro que se acostumou a matar ou explorar meninas por prazer? O prazer no caso é o paladar.

Márcio, poucos refletem sobre isto, mas a violência é a mesma, a diferença é a vítima. Eu não tolero qualquer forma de violência, aliás, eu defendo a igual consideração de interesses. Assim como nós, os animais querem viver, querem ser livres, querem cuidar dos seus filhos. Ou você acha que não só porque são animais?

Assim também pensam os que oprimem os negros, os que oprimem os gays, os que oprimem os pobres, os que oprimem os nordestinos, os que oprimem as mulheres, os que oprimem...

Tenho certeza de que você repudia tudo isso, mas contraditoriamente faz igual ao praticar o especismo (discriminação especista pressupõe que os interesses de um indivíduo são de menor importância pelo mero fato de pertencer a outra espécie).

As pessoas pedem paz e matam e fazem sofrer todos os dias cada vez que sentam à mesa, quando compram produtos testados em animais, quando usam peles, quando se divertem ignorantemente em circos com animais e em zoológicos.

A roda das mudanças que você cita na verdade é individual, depende de cada um. Muitas pessoas se desculpam no outro que não faz, por elas não estarem agindo e aí a roda coletiva das mudanças gira lentamente. É falta de consciência, é comodismo.

Qual o problema da Fernanda ser intolerante à matança e exploração de animais? Mais uma vez uso um paralelo com base na ética: vc tolera o estupro? Se sim, você é conivente; se não, você é intolerante. A sua filha lhe fez pensar, falta apenas você agir.

Antes que você questione, sou vegana (vegetariana estrita).

Paz e luz!


Silvana Andrade · São Paulo (SP) · 4/2/2009 23:14
No curso de pós em Gestão Ambiental que faço aqui em sampa, assistimos o filme "A carne é fraca" produzido pelo Instituto Nina Rosa. Confesso que fiquei preocupado com as meninas que sairam chorando da sala de aula com dó dos animais sendo sacrificados para alimentar a raça humana. Belo texto. Gostei do blog também.

bj,

Ed.

ed santos · Ferraz de Vasconcelos (SP) · 4/2/2009 23:55
Cara Silvana, seu comentário deixou-me em sérios apuros (com minha consciência em primeiro lugar). Sou sim, como você anteviu, intolerante ao estupro, à violência, à opressão. Partindo dessa premissa, se eu defender que não considero o fato de comer carne plenamente equiparado à violência contra seres humanos, então efetivamente estarei cometendo especismo. Se reconhecer, por outro lado, que considero, sim, tais violências em um mesmo patamar e ainda continuar sendo tolerante com práticas que tragam sofrimento aos animais, então estarei assumindo que sou conivente e omisso. Confesso que somente agora, com seu comentário, compreendi a complexidade e a beleza dos argumentos da Fernanda. É uma questão de lógica, é simples, mas também profundo. Peço perdão por minha ignorância. Tenho um longo caminho a percorrer em busca de mais conhecimentos sobre o vegetarianismo para poder opinar com conhecimento de causa. O certo é que a crônica da Fernanda e o seu comentário tiveram pelo menos um efeito positivo: tiraram a minha roda de mudanças de uma inquietante inércia.
Antes que você estranhe, embora não seja vegetariano, também sou da Paz, também sou da Luz.
Grande Abraço,
Márcio.


Márcio Ibiapina · Fortaleza (CE) · 5/2/2009 01:11
Caro Márcio, um prazer dialogar com a sua serenidade e sensibilidade. A sua filha é linda. Que possamos a viver a paz em essência, alcance e profundidade. Bjs no coração.

Silvana Andrade · São Paulo (SP) · 5/2/2009 10:15
Observemos que há várias questões permeando o conflito de consumir ou não carne. Costumamos discutir a temática como se fosse uma questão de gosto pessoal e, mais cedo ou mais tarde, se transforma numa discussão acerca de méritos pessoais: "Vegetarianos têm pena dos bichinhos, são ecotários", "carnívoros são assassinos", etc.

Outra coisa digna de observação e reflexão é que estamos no ano de 2009. A tecnologia e indústria não precisa mais torutrar animais em vista do progresso. Ao mesmo tempo em que há uma imensa variedade de alimentos nutritivos que dispensam a necessidade de carne na nossa dieta.

Nossa saúde está em voga na discussão. Até porque estamos comendo mais hormônios e demais porcarias do que carne em si.

Optar por comer ou não carne não deve resultar da pressão e coerção de grupos vegetarianos, nem das desculpas esfarrapadas de carnívoros militantes. No final das contas, o mais importante é a questão da informação.

Pouquíssima gente conhece os benefícios e implicações de uma dieta vegetariana. Que sejam apresentadas a elas, primeiramente, fatos e informações acerca de tudo que envolve a temática. E se decidirem continuara consumir carne, que assumam as consequências.

Pessoalmente, acho que um mundo vegetariano é uma utopia. Só que as pessoas desconhecem que para consumir carne não é necessário torturar animais e mantê-los semi-vivos.

Não podermos ver cara-a-cara a real aparência e situação do que comemos dispensaria qualquer argumentação. Pois vê-se as vaquinhas simpáticas na TV e os franguinhos branquinhos e saltitantes. Vê-se a carne congelada aparentemente tão limpinha na embalagem bonita no supermercado. Quem pensaria que está fazendo algum mal? Quem é que sabe que está consumindo um animal que era doente, que fora criado sem ver a luz do dia, recebendo injeções frequentes para não tombar. Quem sabe que o franguinho de Natal viveu sua vida com a cabeça pendurada, pois com poucos dias de vida, já tinha o pescoço quebrado pelo crescimento acelerado de determinadas partes do corpo? Que era todo mutilado, cego, não conseguia comer?

Onde estão os veículos jornalísticos? A Globo?

Natalix · Novo Hamburgo (RS) · 11/2/2009 09:16
Marguerita, entre na ANDA a primeira agência de notícias de direitos animais do mundo (www.anda.jor.br)
Paz e luz!

Silvana Andrade · São Paulo (SP) · 11/2/2009 22:43
Valeu, Silvana!

Namasté!

Natalix · Novo Hamburgo (RS) · 12/2/2009 00:46
Demorei pakas para ler o texto que de cara me lembrou uma
tese dos direitos que li em algum lugar: sobre o direito a dor
afinal os animais sofrem como qualquer ser, e isso deveria
ser tão importante quanto se ver num espelho ou coisas do gênero ....belo texto ... nada na tv é real , é mero produto
mas somos e estamos muitas vezes enlatados nesse meio global
que dilacera a verdade, em nome do ibope.

A questão vegetariana é um pouco complicada ao menos aqui escrevendo rápido penso , matar pra tirar pele , mas para alimentar, muitos estão cheios e entupidos de carne e sangue alheio, mas quem nada tem?

Outra coisa que sempre penso é na energia negativa que vem em minha mente ao comer carne, do animal que morreu , muitas vezes em total sacrificio de dor..não que eu seja um vegetariano, mas não sou hipócrita .

Se as paredes dos abatedouros fossem de vidro .....

apareça para tomar um copo ..chá ou café ? rs
bju

Thiago "Plaz" Mendes · São Gonçalo (RJ) · 27/2/2009 21:31
Thiago, querido! O maior responsável pela fome e sede no mundo é a pecuária. Se a maior parte dos habitantes desse planeta fosse vegetariana os dois maiores problemas da humanidade não existiriam. Convido vc a ler as colunas e artigos postados na ANDA (www.anda.jor.br). Eu faço uma palestra sobre este tema: os impactos do consumo de carne para a humanidade e para o planeta. quem sabe um dia a gente conversa melhor. Bjs no coração.

Silvana Andrade · São Paulo (SP) · 27/2/2009 22:05
Thiago, obrigada pela sinceridade. É isso o que eu mais acho precioso numa conversa.

Vc compreende, e já sente a dor dos animais, sabe que não temos esse direito. É um sinal de que a sua consciência percebe e quer enxergar além das aparências. A mudança não é difícil, como muitos querem fazer parecer. Ela é movida por algo que nasce em vc, uma semente que desperta. E desperta porque se deixou tocar e comover.

Café suave com açúcar orgânico, pode ser?

Abraços veganos ;)

Fernanda Franco · São Paulo (SP) · 27/2/2009 22:11
Um texto interessante. Pensa que nosso sistema de vida já é bem complicado e deixar a carne - com tão poucos lugares vegetarianos - complicaria ainda mais nosso quotidiano.

Isabel Furini · Curitiba (PR) · 21/4/2009 20:18
Pois é, Isabel. Quase nada favorece uma mudança como essa, mas ao mesmo tempo é uma mudança que favorece tudo. Quando queremos, vem a força que sustenta o gesto.

Linda semana e um gde abraço.

Fernanda Franco · São Paulo (SP) · 21/4/2009 20:25
Isabel, a sociedade brasileira também não imaginava, até fins do século 19, como seria possível produzir e viver num país sem escravos negros. Naquela época, a escravidão era legal e moralmente aceita. Hoje é repudiada veementemente.
Quem cria a demanda somos nós, se mais pessoas escolherem por um modo de vida ético, mais opções teremos. Nosso cotodiano é cada vez mais difícil por causa das nossas escolhas equivocadas e nossa relutância em mudar.

Silvana Andrade · São Paulo (SP) · 21/4/2009 20:28
É óbvio que todos têm direito de expressar sua opinião, porém discordo quando dizem que comer carne é uma questão de "paladar". A carne é a principal fonte de proteína da alimentação dos seres humanos depois de desmamarem. Na verdade, foi o consumo de carne que determinou o desenvolvimento cerebral que nos permitiu dar um salto evolutivo, pois a glutamina é importantíssima para o desenvolvimento cerebral.Sou contra a caça e abomino a destruição de espécies em extinção; todavia, a criação de animais em cativeiro, com o objetivo da alimentação, é um fato que só deverá ser sobrepujado quando pudermos produzir sinteticamente todos os aminoácidos essenciais para nosso desenvolvimento. Ademais, talvez a criação para abate seja positiva para as espécies. Infelizmente, o ser humano só preserva aquilo que lhe é útil. Uma maneira de preservar algumas espécies de jacarés foi a criação de fazendas para criação.

Amâncio Siqueira · Garanhuns (PE) · 19/1/2010 23:59
Amâncio, quero acreditar que a sua resposta é apenas um completo desconhecimento e não inconsciência. Peço a Deus.A carne como fonte de proteína pode ser facilmente substituída. Se assim não fosse os vegetarianos morreriam meses depois de adotarem essa opção alimentar.Se fosse defender o seu ponto de vista, deveria defender também o consumo de carne humana, porque nutricionalmente, segundo a base de seu pensamento, seria a carne ideal. Não entendi a sua colocação sobre a glutamina, que aliás não funciona para hipertrofia (se era essa a sua justificativa do aminoácido), é um grande engodo, como já foi provado por pesquisadores da UnB. Temos glutamina naturalmente produzida em nosso organismo para processar proteínas (que não é sinônimo de carne) e ajudar na nossa manutenção muscular.O boi tem grandes músculos e é herbívoro. Como se explica? Se quiser, me detalhe melhor a relação que está fazendo entre o consumo de carne e a glutamina. Porque não entendi.E mais, se o consumo de carne fosse determinante para a espécie humana não seríamos onívoros e sim carnívoros. Amâncio, os seus argumentos simplistas, fracos e sem fundamentação éticas são pueris.Você defende no seu olhar especista (discriminação baseada em espécies, que envolve atribuir a animais sencientes diferentes valores e direitos baseados na sua espécie. De modo similar ao sexismo e ao racismo, a discriminação especista pressupõe que os interesses de um indivíduo são de menor importância pelo mero feito de se pertencer a uma determinada espécie).Para ilustrar a sua argumentação, farei um paralelo:Pela sua lógica, se tivéssemos um contingente de crianças nascidas e criadas para escravidão seria aceitável e até positivo. Não reaja de forma especista. Nem tente esconder o seu egoísmo com a bandeira do "sou contra caça e extinção das espécies". Porque além de egoísta, quer parecer uma pessoa consciente. Este comportamento beira a sordidez.Diga-me onde é positiva a criação de animais para abate? Porque dentro da visão ética é inaceitável, do ponto de vista ambiental é um desastre absoluto (80% do desmatamento da Amazônia é por conta da pecuária,para citar apenas um dado), na alimentação temos formas saborosas, saudáveis e muito nutritivas, para nos vestirmos temos couro ecológico (sabe porque é chamado assim?). Tudo o que disser que é importante no uso de animais para consumo humano, te darei excelentes alternativas.Assassinar, explorar,maltratar, desrespeita... Estes atos deveriam ser combatidos. Sejam quais forem as vítimas, o ato é sempre o mesmo. Com a sua postura arrogante, você legitima o assassinato e todas as crueldades cometidas contra indefesos animais. Você diz quem pode ou não ser morto. Assim como você, eles querem viver em liberdade e de acordo com sua espécie, sua nação. E antes que você venha com argumentos do tipo: " onde iriam deixar os bois?" Sem inseminação artificial em alguns anos, a população de animais para abate despencaria. E eu prefiro não termos determinados animais, a tê-los para serem cruelmente explorados e mortos.Concordo com você quando diz que "o ser humano só preserva aquilo que lhe é útil". Você é um deles, defende a criação de "animais de consumo" para satisfazer seu paladar sem ética. Concordo em mais uma coisa: Não é uma questão de paladar e sim de consciência.Viu, temos muitos pontos em comum. Abraços e um lindo dia.

Silvana Andrade · São Paulo (SP) · 20/1/2010 08:54
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