“Livros de mais – Ler e publicar na era da abundância”, de autoria do poeta mexicano Gabriel Zaid.
Na coluna “A Vida dos Livros”, publicada no site do Centro Nacional de Cultura de Portugal, o escritor, professor e presidente do CNC, Guilherme d’Oliveira Martins, traduz e comenta a obra de Zaid. Uma estupenda contribuição para todos os envolvidos no processo de produção literária.
- Um trecho:
“A importância dos livros num momento em que se verifica um estranho paradoxo, que obriga a uma séria reflexão: o negócio frenético da edição faz nascer um livro de trinta em trinta segundos, exatamente quando há quem ponha dúvidas sobre o futuro do livro no confronto com as novas tecnologias, em especial a Internet, e com o primado quase absoluto da imagem sobre a escrita. Há, assim, um ponto de partida inquietante, que é o motivo do ensaio agora traduzido em português: “A leitura de livros cresce aritmeticamente e a escrita cresce exponencialmente, se a nossa paixão pela escrita não for controlada, num futuro próximo haverá mais gente escrevendo livros do que lendo”.
- Mais adiante ele escreve:
A GRAFOMANIA UNIVERSAL - Quem escreve? Quem contribui para esta situação? De um lado, os que não escrevem para o público, mas sim para o seu currículo. E de outro, os que escrevem para o mercado e conseguem sucesso. Constituem exceções: os velhos clássicos dignos de ser relidos e os contemporâneos cientes de que essa tradição deve ser seguida.
- Uma matéria 10. Nota 10.
(Fonte: Centro Nacional de Cultura –
CNC.pt)
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