Editora: Record
176 pp
ISBN 978-85-01-08664-8
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Lançamento: 1/9/2009
Preço médio: R$ 34,90
A jovem e solitária Camila deseja ser santa, pois assim poderia desfilar no exército das onze mil virgens do Paraíso. Ela conhece o pastor e saxofonista Leonardo, criador da seita Os Soldados da Pátria por Cristo, e talvez com ele consiga realizar seu desejo. Sem saber, é seqüestrada (seqüestrada?) e seus pais pouca bola dão ao seu paradeiro. Em uma Recife dos dias de hoje, entre a miséria e o forte misticismo, ambos vagam pela cidade, em meio à solidão, o desapego material e a loucura.
Assim, se inicia o novo romance do escritor pernambucano Raimundo Carrero, A minha alma é irmã de Deus (Record, 2009), volume que fecha a tetralogia do Quarteto Áspero. O premiado autor, com 17 romances já publicados, além de dois livros sobre o ofício de escritor, recorre à metáfora de uma geração que precisa sobreviver, mas não encontra empregos nem ajuda, e tem que lutar sozinha para alcançar alguma posição social. Recorrendo a outros romances seus, Carrero, retrabalha textos, personagens e situações. "Minha obra é uma experiência única, um só bloco, que se desenvolve através de temas, histórias, personagens e textos, entrecruzando-se. E, não raras vezes, se repetindo, embora de forma renovada. Proposital. Sempre proposital", comenta Carrero, em nota sobre o Quarteto Áspero, ao final deste último livro. Além do intratexto, o escritor recorre a outros autores, como já fez em romances anteriores, e entrecruza Shakespeare, Conrad, Monteiro Lobato, Drummond, Jorge de Lima e a Bíblia.
Leia a entrevista com o escritor:
> Religião, cinismo e loucura fecham o Quarteto Áspero de Raimundo Carrero
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