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  <title>Portal Literal - Artigos: A sociedade sem traumas</title>
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  <title>Portal Literal - Artigos: A sociedade sem traumas</title>
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  <description>Escrevo novamente após minha manifestação à crônica &quot;Uma lei errada&quot;. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Lá eu já dizia que não há campanha contra internações!&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Destaco, novamente que não há objetivo de condenar e inviabilizar internações: não quando elas são necessárias - e sabemos que há estes momentos- não quando elas têm como objetivo cuidar, tratar e contribuir com a vida das pessoas, usuários dos serviços e seus familiares. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas somos contra, sim, à divulgação da idéia incorreta de que as internações são a saída única ou a solução para todos os casos e em todo e qualquer momento, ou quando se aceita que as pessoas devam ou possam viver internadas para sempre.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;As internações podem ser feitas em leitos de atenção integral, que sejam em hospitais gerais, em CAPS III, ou outros. A regulamentação da lei cria dispositivos que permitem construir uma rede de serviços que contempla as necessidades diversas para momentos diversos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E somos, sim, contra os manicômios, entendidos no seu mais amplo sentido, desde os prédios e serviços que servem ao propósito de excluir e manter excluídas pessoas que já sofrem por seus problemas até a idéia ampla de manicômios como denominação para a mentalidade manicomial chamada assim por naturalizar a proposta dos manicômios, da exclusão  como resposta aceitável para as pessoas e seu suposto tratamento. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por fim,  a psiquiatria democrática foi um movimento da Itália, que nos inspira, sim, mas não ao ponto de adotarmos esta denominação, uma vez que como tudo na vida, tem uma história própria que não é a mesma do Brasil e da nossa psiquiatria.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas por vários motivos este adjetivo é pertinente para o que propomos: a psiquiatria avança, mas não chegou ao ponto de poder falar das &quot;verdadeiras causas das doenças mentais&quot;!!! &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E, a história mostra que os hospitais psiquiátricos foram, sim, usados - e deixaram que fossem usados - para punir, excluir, violentar pessoas por motivos diversos que não o sofrimento por um problema real. Isso pode ser visto em filmes de todo o mundo, não são os brasileiros e italianos os únicos que apontam estes usos e desusos feitos a partir da existência de tais espaços.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Para esclarecer: o termo transtorno foi e é adotado pela própria psiquiatria que na última versão de sua Classificação internacional de doenças (CID 10) preferiu adotar uma postura apenas descritiva e pragmática para descrever os problemas mentais, justamente por não haver consenso teórico e sim várias teorias sobre as causas destes problemas. Foi por assumir essa imprecisão teórica que o termo transtorno surgiu, pois ele pretende apenas descrever o conjunto de sinais e sintomas de cada transtorno nomeado e classificado ali, sem defender nehuma teoria subjacente sobre as causas. Logo, esse não é um termo criado e nem adotado por nós.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Abraços e um renovado convite a vir conhecer, de fato, as propostas e ações construídas por muitos que acreditam e agem na luta antimanicomial e que acreditam sim que uma sociedade melhor é possível, uma sociedade sem manicômios, reais, mentais, visíveis ou invisíveis.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Andréa</description>
  <link>http://www.portalliteral.com.br/artigos/a-sociedade-sem-traumas#comentarios</link>
  <title>Comentário postado por Andréa Romanholi</title>
  <dc:date>2009-4-27T19:13:54Z</dc:date>
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  <description>Redação:&lt;br /&gt;&#13;&#10;Parabéns!&lt;br /&gt;&#13;&#10;Lido e apreciado&lt;br /&gt;&#13;&#10;Votado&lt;br /&gt;&#13;&#10;Abs&lt;br /&gt;&#13;&#10;Gustavo Dourado&lt;br /&gt;&#13;&#10;www.gustavodourado.com.br</description>
  <link>http://www.portalliteral.com.br/artigos/a-sociedade-sem-traumas#comentarios</link>
  <title>Comentário postado por gustavodourado</title>
  <dc:date>2009-4-27T19:13:54Z</dc:date>
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  <description>Enquanto cidadã brasileira, que se preocupa com o andamento das políticas públicas do país, assino embaixo das palavras de Ferreira Gullar, tanto neste quanto no outro artigo anterior citado. Sou vizinha de 3 casas em que há pessoas com transtornos mentais. Trata-se de um homem que vive só, mas não costuma ter nenhum tipo de reação agressiva, de uma senhora, que do mesmo modo nunca demonstrou agressividade para com ninguém, e de uma terceira senhora, que também mora só - ao que consta, sem contato mais com sua família, embora se sustente por uma aposentadoria de funcionária pública - e que, em momentos de surto, costuma ser extremamente agressiva. Nesses seus momentos de delírio maior, ela já chegou a ferir uma criança com cacos de vidro e mesmo chegou a apontar faca para outras pessoas...Por retaliação, o pai da referida criança acabou por destruir o muro de sua casa. Há dias em que, outras pessoas, pelo mesmo desejo de vingança e talvez por não entender a complexidade da questão, batem nesta vizinha. Ela já chegou a sofrer toda a sorte de violência física, justamente por suas crises, crises essas em que, em geral, ela também agride alguma pessoa.Sei que todos devemos conhecer ou ter ouvido falar de um caso semelhante. No entanto, falar abstratamente apenas parece não sensibilizar certas pessoas. Não sei se por muito ingênuas ou por muito afoitas, não entendem que no Brasil, infelizmente (já são mais de 500 anos com folga de experiências e registros históricos nesse sentido), as políticas públicas em geral não saem como o planejado. Talvez até as intenções da proposta tenham sido as melhores (vamos ter fé e acreditar nisto também...), mas por conta de não se levar em consideração este fato (políticas públicas nunca serem cumpridas a contento), quem sofre são as famílias, os vizinhos e, principalmente, o próprio paciente. Ou será que acham que é desejo de algum pai ou mãe que em realidade ame seu filho que ele seja maltratado? Maltrato é deixar acontecerem fatos piores que poderão, aí sim, serem marcantes e condenantes desses pacientes. Irão, provavelmente,  da recusa de uma internação necessária (porque urgente) a um &quot;manicômio judiciário&quot;...Lá nos moldes infernais que tanto se quis evitar!</description>
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  <title>Comentário postado por Danielle Castro</title>
  <dc:date>2009-4-27T19:13:54Z</dc:date>
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  <description>Ficaria honrado de compartilhar os meus textos infantis contigo, receber crítica ou voto se merecer.Grande abraço</description>
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  <title>Comentário postado por André Polidoro Pinto</title>
  <dc:date>2009-4-27T19:13:54Z</dc:date>
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  <name>txtBusca</name>
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  <title>Buscar:</title>
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